JP Morgan: Copom deve manter juros na próxima reunião
- O ouro cai, uma vez que a força do dólar americano impulsionada pela inflação supera os riscos geopolíticos
- O ouro mantém-se acima dos US$ 5.200, com as tensões no Oriente Médio e a fraqueza do dólar americano a apoiarem-no antes da divulgação do IPC dos EUA
- A Saudi Aramco afirmou que a guerra com o Irã causou a maior interrupção no fornecimento de petróleo já registrada
- O ouro sobe à medida que os riscos geopolíticos sustentam a demanda por refúgios seguros; a força do dólar americano limita os ganhos
- As chances de recessão aumentam com a alta do petróleo acima de US$ 100 em meio à guerra com o Irã
- O ouro enfraquece à medida que as preocupações com a inflação elevam os rendimentos dos títulos dos EUA e o dólar americano; a desvalorização continua amortecida

Investing.com – Com a expectativa para decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana, o JP Morgan estima manutenção da taxa de juros Selic em 10,5%. O ciclo de cortes iniciado em agosto passado provavelmente acabou”, reforça o banco em relatório divulgado a clientes e ao mercado nesta quarta, 12.
“Uma taxa de juro inferior a 10,50% é inconsistente com inflação na meta até o final do próximo ano”.
Os economistas Cassiana Fernandez e Vinicius Moreira esperam ainda que o comunicado seja mais agressivo do que na última reunião, de forma unânime, diante da deterioração das expectativas e das condições de mercado.
“O Banco Central provavelmente sinalizará que a taxa Selic permanecerá inalterada até que o Conselho esteja convencido da convergência da inflação de volta à meta”.
A política monetária vai depender da recuperação da credibilidade e ancoragem das expectativas de inflação, o que, segundo os especialistas, requer uma mensagem unânime.
Jogariam contra a continuidade do ciclo de flexibilização as expectativas inflacionárias em alta, a desvalorização do real, preços de commodities não petrolíferas, assim como impactos das fortes chuvas no Rio Grande do Sul, além de crescimento econômico e mercado de trabalho resilientes.
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