Apreciação do real frente ao dólar depende do equilíbrio fiscal, diz Hedgepoint
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Investing.com – Após o dólar ter chegado ao patamar de R$5,70 e desacelerado para próximo de R$5,43, a perspectiva é de que a apreciação do real frente à moeda americana possa ocorrer, mas tudo depende do equilíbrio fiscal, tendo em vista que o déficit elevado tem sido um dos principais problemas na economia brasileira nos últimos anos, disse a Hedgepoint Global Markets em nota ao mercado divulgada nesta terça-feira, 16 de julho.
“Não apenas questões domésticas afetaram o desempenho do BRL no primeiro semestre, mas também a piora do ambiente externo foi significativa. No entanto, nos próximos meses, caso ocorra um corte de juros nos EUA, haverá espaço para apreciação do real”, cita a Hedgepoint, ao ressaltar que uma valorização significativa do real requer ações de sucesso para conquistar o equilíbrio das contas públicas, em meio às incertezas sobre o cumprimento do arcabouço fiscal.
Dois cenários projetados
A Hedgepoint menciona dos possíveis cenários. Enquanto no primeiro, câmbio pode voltar para cerca de R$5,15 antes do fim de 2024, no segundo cenário, a moeda americana pode chegar a R$5,65, rondando patamares percebidos no momento de maior estresse neste ano.
Cenário de apreciação do real: Neste cenário, a Hedgepoint enxerga que o novo presidente do Banco Central “reforça a credibilidade frente ao mercado, sinalizando que perseguirá, mesmo com juros mais restritivos, o centro da meta de inflação, enquanto o governo consegue implementar um conjunto de medidas que estabilizem o crescimento do endividamento público”.
Cenário de desvalorização do real: O segundo cenário apontado pela companhia com foco em gestão de risco e inteligência de mercado, a inflação fica mais longe do centro da meta, ainda que dentro do limite estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), enquanto o governo passa por dificuldades para cortar gastos, “levando em conta que parte das revisões dependerá da coordenação com o legislativo”.
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