Queda do real enfraquece balanços de empresas brasileiras em dólar no 3T24
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Investing.com - A desvalorização do real enfraqueceu o resultado dos balanços do terceiro trimestre deste ano das empresas brasileiras, ofuscando o crescimento moderado apresentado sob a ótica do real. Essa é a avaliação dos analistas do Morgan Stanley (NYSE:MS), em relatório distribuído a clientes nesta segunda-feira (2), que comparou o desempenho em dólar e em moeda local dos balanços das empresas latino-americanas na última temporada de balanços.
Os resultados das empresas brasileiras em dólar apresentaram uma queda de 2% em receitas, recuo de 5% no Ebitda e alta de 17% no lucro por ação (LPA), contrapondo-se ao crescimento de 11% nas receitas, alta de 8% no Ebitda e salto de 33% em moeda local. O fraco desempenho em dólar em meio a uma performance modesta em moeda local não foi exclusivo das empresas brasileiras. Segundo o banco americano, foi um fenômeno em toda a América Latina, com os países da região também sofrendo com a desvalorização de suas moedas ante o dólar. As empresas da região tiveram uma queda de 1% nas receitas, recuo de 1% no Ebitda e alta de 20% no LPA (excluindo-se a argentina YPF).
A perspectiva do Morgan Stanley não é de melhora para 2025, com ventos contrários aos resultados das empresas brasileiras devido à expectativa de alta e manutenção de elevadas taxas de juros por bastante tempo. Com isso, o banco americano está "underweight" (venda) em ações brasileiras, mostrando preferência em ações com melhores indicadores microeconômicos, destacando os papéis ligados à energia, financeiro, agricultura e digitalização. As ações brasileiras preferidas do Morgan Stanley são:
Petrobras (BVMF:PETR4)
Prio (BVMF:PRIO3)
JBS (BVMF:JBSS3)
Rumo (BVMF:RAIL3)
Adecoagro (NYSE:AGRO)
Nubank (BVMF:ROXO34)
Mercado Livre (NASDAQ:MELI)
Totvs (BVMF:TOTS3)
O relatório apresenta também como foi o desempenho das ações que bateram ou ficaram aquém do consenso de mercado. Os analistas do Morgan Stanley apontam que os investidores não recompensaram as empresas que bateram as estimativas, enquanto castigaram cujos resultados ficaram abaixo. As ações de empresas que bateram as projeções em 5% tiveram um desempenho em linha com o MSCI Brazil por 3 dias, enquanto os papéis que ficaram mais do que 5% das estimativas tiveram um desempenho pior em 280 pontos-base em relação ao índice de referência.
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