Petróleo sobe forte com tensões geopolíticas e queda nos estoques dos EUA
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Investing.com – O petróleo operava em alta nesta quarta-feira pela manhã, em razão do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, além de dados divulgados pelo Instituto Americano do Petróleo (API, na sigla em inglês), mostrando que os estoques petrolíferos nos EUA registraram uma queda expressiva na semana até 26 de julho.
Às 9h15 de Brasília, o barril do petróleo Brent era negociado acima de US$ 80 no mercado futuro, uma alta de 3,04%, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, registrava alta de 3,51%, a US$ 77,39.
Esse movimento de recuperação ocorre devido ao assassinato do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, no Irã, bem como a ataques recentes de Israel ao Hezbollah no Líbano, em resposta a ataques realizados pelo grupo com foguetes nas Colinas de Golã, o que acabou aumentando o risco geopolítico já elevado na região, que é uma importante produtora da commodity.
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Tais eventos intensificaram os temores de uma guerra mais abrangente, o que poderia envolver outros países e interromper rotas de fornecimento de petróleo.
Os esforços dos Estados Unidos e da ONU para estabelecer um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que estão no centro do conflito, até agora tiveram pouco sucesso.
Paralelamente a isso, dados do API revelaram que os estoques de petróleo bruto nos EUA registraram uma queda de quase 4,5 milhões de barris na semana até 26 de julho, marcando a quinta semana consecutiva de reduções.
Entretanto, parte dessas reduções expressivas também foi causada por interrupções no fornecimento, devido a um recente furacão no Golfo do México. Os números do API antecipam uma tendência semelhante para os dados oficiais de estoques, que devem ser divulgados ainda hoje.
Os mercados seguem cautelosos antes da reunião do Comitê de Monitoramento Ministerial Conjunto da Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo), prevista para quinta-feira.
Reportagens indicam que a reunião provavelmente não resultará em mudanças significativas na produção, apesar da fraqueza recente nos preços do barril.
Mesmo assim, a expectativa é que os principais produtores, como Rússia e Arábia Saudita, continuem minimizando qualquer plano de redução dos cortes de produção este ano, o que pode dar algum suporte aos preços do petróleo.
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