Mercado global de ações: Wall Street em nova máxima, Europa hesita e Ásia avança com otimismo
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Nesta segunda-feira, os mercados globais iniciaram a semana em clima de otimismo, impulsionados por um acordo comercial entre os EUA e a União Europeia que evitou uma escalada de tensões tarifárias.
Enquanto os índices americanos, especialmente S&P 500 e Nasdaq, marcaram novas máximas históricas, a Europa teve reação mais tímida. Na Ásia, as principais bolsas capitanearam ganhos, reforçando uma visão de retomada global mais equilibrada.
Estados Unidos: S&P e Nasdaq bateram recordes em ambiente positivo
Nos Estados Unidos, o S&P 500 avançou marginalmente, atingindo sua sexta alta consecutiva histórica, sustentado por boas expectativas em relação à safra de balanços corporativos e a um ambiente macroeconômico favorável.
O Nasdaq Composite também brilhou, registrando sua 14ª máxima do mês, impulsionado por papéis de tecnologia, especialmente da "Magnificent Seven".
Entre os destaques, a Super Micro Computer liderou os ganhos do S&P 500 com alta superior a 10%, beneficiada por uma revisão de receita para cima.
A Tesla também teve um dia expressivo, saltando cerca de 4% após o anúncio de uma parceria de US$ 16,5 bilhões com a Samsung na área de chips de IA.
Nvidia, Apple e Microsoft mantiveram comportamento firme, refletindo expectativas otimistas com os próximos balanços trimestrais.
No entanto, o Dow Jones teve leve baixa de 0,1%, pressionado por setores mais defensivos e por recuos de empresas como Albemarle e Revvity. Ambas apresentaram previsões mais conservadoras para o restante do ano, gerando reação negativa por parte dos investidores.
O sentimento geral permanece positivo em Wall Street, alimentado pela expectativa de um Federal Reserve mais dovish e pela percepção de que os EUA continuam liderando o crescimento global.
Europa: reação mista a acordo EUA-UE e preocupação com setor automotivo
As bolsas europeias reagiram com cautela ao acordo comercial entre EUA e União Europeia.
Embora o pacto tenha evitado tarifas mais severas, ele prevê um novo imposto médio de 15% sobre exportações europeias, afetando principalmente os setores automotivo e industrial. O índice Stoxx 600 fechou praticamente estável, refletindo esse sentimento ambíguo.
As montadoras foram as mais penalizadas. A BMW recuou 3,3%, enquanto a Mercedes-Benz perdeu 3,2%, ambas impactadas diretamente pela nova tarifa. Por outro lado, empresas de tecnologia e semicondutores, como ASML e Infineon, se valorizaram com a exclusão desses setores do pacote tarifário.
Na França, o CAC 40 mostrou resiliência, puxado por gains em empresas de luxo como LVMH e Kering, que devem se beneficiar da demanda vinda dos EUA. No Reino Unido, o FTSE 100 se aproximou de recordes históricos, com destaque para a disparada de 98% das ações da varejista Tasty, impulsionada por rumores de nova rodada de financiamento.
Apesar da aparente estabilidade, há preocupações crescentes sobre a desaceleração da economia europeia e o impacto que o novo acordo comercial pode ter sobre o emprego e o investimento no bloco.
Ásia: rally impulsionado por tecnologia e exportação
As bolsas asiáticas lideraram os ganhos globais no pregão desta segunda-feira. O Nikkei 225 japonês saltou mais de 6%, apoiado por expectativas de crescimento em exportações e por sinais de que o Banco do Japão manterá sua política monetária acomodatícia. O otimismo também foi reforçado por dados positivos de produção industrial.
Na Coreia do Sul, o KOSPI disparou 6,2%, sustentado pelos setores de semicondutores e eletrônicos. As ações da Samsung e SK Hynix ganharam destaque, beneficiadas pela crescente demanda global por chips de IA e pelas novas alianças com empresas norte-americanas.
Na Austrália, o S&P/ASX 200 teve ganho de 4,3%, puxado pelos setores de energia e mineração. Empresas como BHP e Rio Tinto subiram com o aumento da demanda por commodities metálicas, em meio às projeções de retomada industrial na China.
O apetite por risco na região também se deve ao relaxamento de tensões comerciais com os EUA e à expectativa de que a China possa anunciar novas medidas de estímulo à economia nos próximos dias.
Cotação do último mês para o Grupo Rio Tinto.
Fonte: Google Finance
Panorama macro: acordo comercial e expectativas sobre o Fed
O principal fator de apoio aos mercados foi o anúncio de um acordo comercial entre EUA e UE.
O pacto reduz a média de tarifas para 15% sobre exportações europeias (em vez dos temidos 30%), em troca de compromissos bilaterais de investimentos e aquisição de energia. Embora visto como positivo nos EUA, analistas europeus classificaram o acordo como desequilibrado.
Nos Estados Unidos, os olhos agora se voltam para a reunião do Federal Reserve. A expectativa do mercado é de manutenção dos juros, mas com sinalização de cortes futuros, o que alimenta o sentimento positivo em ativos de risco.
Além disso, o mercado aguarda os dados do PCE (indicador de inflação preferido do Fed) e o payroll de julho, que serão decisivos para a direção das políticas monetárias.
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