ONDV11 estreia na B3 e Patria Investimentos reorganiza gestão dos seus FIIs
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O mercado de fundos imobiliários brasileiro ganhou um novo integrante nesta sexta-feira (8/8) com a estreia do ONDV11, fundo gerido pela Onda Invest, que iniciou suas negociações na B3 já com números expressivos.
Logo em seu primeiro comunicado ao mercado, o fundo apresentou uma valorização patrimonial de 23,1% em relação à última avaliação, elevando o valor de cada cota para R$ 11,93 após laudos independentes realizados em junho.
Essa reavaliação foi impulsionada principalmente pelo principal ativo do portfólio: um conjunto de 20 unidades do hotel Ibis Budget Guarulhos, localizado ao lado do Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos e inaugurado em dezembro de 2024.
A estratégia da Onda Invest é vender as unidades hoteleiras ao longo dos próximos 12 meses, aproveitando um ritmo de maturação mais rápido do que o previsto inicialmente. Até lá, os investidores já começam a colher frutos.
O fundo anunciou a distribuição de R$ 0,13 por cota, com pagamento previsto para 21 de agosto aos cotistas posicionados até o dia 14, valor que supera o piso projetado de R$ 0,11 por cota para 2025.
Estratégia diversificada e crescimento operacional
O ONDV11 adota uma estratégia que combina aportes em empreendimentos imobiliários para conclusão de obras, investimentos em FIIs de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e participação em fundos de desenvolvimento. O objetivo é duplo: obter ganho de capital com a venda de ativos e gerar fluxo recorrente de dividendos.
Além da posição no hotel em Guarulhos, o portfólio inclui exposição a fundos como o KEVE11, voltado ao desenvolvimento imobiliário, que segundo os gestores apresenta potencial de valorização adicional. A equipe de gestão é formada por nomes experientes do setor, como Fernando Ring (ex-Suno Asset), Erica Hirose (ex-Loft) e Cláudio Fernandes (fundador da IGGY).
O desempenho operacional do fundo também chama atenção. Em junho, a receita cresceu 44,71% em comparação a maio, impulsionada pelo aumento no repasse de dividendos do hotel — que passou de R$ 5.000 para R$ 5.550 por unidade. Ao mesmo tempo, as despesas caíram 13,94%, graças ao fim de custos pontuais, como a taxa anual da CVM e o laudo de reavaliação. Com isso, o caixa acumulado no primeiro semestre atingiu R$ 0,47 por cota, consolidando um cenário saudável para a continuidade da distribuição de rendimentos.
Patria Investimentos promove mudanças na gestão de HGLG11 e HGRU11
O Patria Investimentos, uma das maiores gestoras de fundos imobiliários do Brasil, anunciou mudanças relevantes em sua equipe de Real Estate.
Augusto Martins e Bruno Margato, que atuavam diretamente na gestão de fundos como HGLG11 (logística) e HGRU11 (renda urbana), passam agora a ocupar cargos voltados a Parcerias Estratégicas.
O movimento faz parte do processo de institucionalização da plataforma de Real Estate Brasil, que o Patria vem conduzindo desde 2022, com aquisições e consolidação de fundos. Em nota, a gestora afirmou que o objetivo é fortalecer o alinhamento da equipe para entregar melhores resultados aos cotistas e garantir a perenidade dos negócios.
Fonte: Google Finance
Histórico de aquisições e fusões recentes
O Patria tem ampliado fortemente seu portfólio nos últimos anos. Em 2023, concluiu a compra do portfólio de FIIs do Credit Suisse, operação que incluiu fundos como HGRE11, HGFF11, HGCR11, HGPO11 e CBOP11.
No ano seguinte, adquiriu integralmente a VBI Real Estate, gestora da qual já detinha 50%. Em 2025, seguiu em ritmo acelerado de expansão, comprando a área de FIIs da Vectis (com fundos como VCJR11 e VCRR11) e seis fundos da Genial Investimentos, incluindo o primeiro fundo de shoppings de seu portfólio — o antigo MALL11, hoje PMLL11.
Com isso, o grupo já administra cerca de R$ 28 bilhões em FIIs, com destaque para três fundos no ranking dos 20 maiores patrimônios líquidos do país: HGLG11 (~R$ 5,5 bi), HGRU11 (~R$ 2,9 bi) e PVBI11 (~R$ 2,9 bi).
Possibilidades de fusões e novas ofertas
O momento também é marcado por discussões sobre possíveis incorporações entre fundos da casa. Está em andamento, por exemplo, o processo para que o CVBI11 absorva o HGCR11 e o PLCR11, enquanto o RVBI11 poderá incorporar os FOFs HGFF11 e BPFF11.
No segmento logístico, chegou a circular no mercado a especulação de que o HGLG11 poderia incorporar o LVBI11 e o PATL11. A gestora negou essa intenção no momento, esclarecendo que a prioridade é a nova oferta de cotas do HGLG11, aprovada em assembleia, com previsão de captação de até R$ 2 bilhões.
Impacto para investidores
As mudanças de função dos gestores e a reorganização interna indicam que o Patria está se preparando para uma nova fase de consolidação no mercado de FIIs. Para os cotistas, a transição não deve alterar o dia a dia da gestão dos fundos, mas pode abrir espaço para novas oportunidades de escala, liquidez e diversificação.
No caso específico do HGLG11, que atua no segmento de galpões logísticos e figura entre os maiores fundos do Brasil, a expectativa é que a nova oferta de cotas amplie a capacidade de investimento em ativos estratégicos. Já o HGRU11, focado em imóveis de renda urbana, pode se beneficiar de sinergias geradas por futuras fusões e aquisições.
Fonte: Google Finance
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