Na segunda-feira, a Dyna Robotics apresentou um novo modelo de robô, o DYNA-2, que, segundo a empresa, foi treinado com mais de um milhão de horas de vídeo de humanos e nenhum dado de robô.
A empresa sediada nos EUA acredita que essa abordagem pode ajudar a resolver os problemas de custo que têm limitado os robôs de uso geral.
O DYNA-2 visa solucionar um problema comum na construção de robôs de uso geral: a obtenção de dados suficientes. A maioria dos robôs aprende por meio de teleoperação, na qual uma pessoa guia a máquina na execução de tarefas durante horas.
A questão é que o método é lento, caro e difícil de escalar, o que limita o quão avançados esses sistemas podem se tornar.
Hoje, apresentamos o Dyna-2, um modelo de ação do mundo pré-treinado com um milhão de horas de vídeo humano. Nessa escala, pela primeira vez, descobrimos diversas novas leis de escala:
— Dyna Robotics (@DynaRobotics) 10 de agosto de 2026
• os modelos de ação do mundo exibem leis de escala em dados humanos em quatro ordens de magnitude, de 1000… pic.twitter.com/wZamR0axzS
A solução da Dyna foi excluir o robô durante o treinamento. O DYNA-2, por sua vez, foi treinado apenas com vídeos egocêntricos humanos, ou seja, filmagens do ponto de vista de uma pessoa interagindo com objetos.
A empresa afirma que isso equivale a cerca de 170 anos de experiência contínua. O cofundador Jason Ma explicou: "Dados de ação são escassos, mas vídeos estão por toda parte", argumentando que a intuição física "pode ser aprendida diretamente a partir de vídeos de pessoas" em vez de usar milhões de horas em um braço robótico.
Em tarefas de fabricação de alta precisão, as taxas de sucesso aumentaram de 20% para entre 80% e 90%. A Dyna atribui essa melhoria à escala do pré-treinamento.
Em 15 tarefas de referência, os modelos treinados com vídeos que apresentavam mais interação humana tiveram um desempenho consistentemente melhor do que aqueles treinados com vídeos que apresentavam menos interação humana.
Dyna se destaca por sua arquitetura única. Em vez de usar um modelo de visão-linguagem, o DYNA-2 é um Modelo de Ação Mundial baseado em geração de vídeo.
Durante o pré-treinamento, ele prevê simultaneamente o próximo quadro do vídeo e a próxima ação.
A Dyna afirma que esse objetivo duplo confere ao modelo uma percepção interna da física do contato e do raciocínio espacial. A empresa espera que o conhecimento adquirido com vídeos de humanos seja transferido para diferentes robôs, como braços estacionários, protótipos humanoides e mãos hábeis, mesmo que esses dispositivos não tenham sido usados no pré-treinamento.
A adaptação a uma nova plataforma requer apenas algumas horas de ajustes, em vez de semanas de coleta de novos dados. Por exemplo, a Dyna relata que apenas 13 minutos de dados foram suficientes para ensinar mãos robóticas a remover a tampa de uma garrafa.
A Dyna já possui robôs em situações reais, o que a diferencia de outras empresas de robótica.
Segundo relatos, os robôs DYNA-1 estão sendo utilizados em hotéis, restaurantes, lavanderias e até mesmo em academias.
A empresa foi fundada por Lindon Gao, York Yang e Jason Ma, que anteriormente trabalhavam na DeepMind.
O plano declarado da Dyna é aplicar a mesma abordagem a 10 milhões de horas de vídeo, que ela encara como um problema de coleta, e não de formação de frota.
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