As ações da Advanced Micro Devices (AMD) subiram cerca de 5% no final do pregão de terça-feira, depois que a fabricante de chips superou as expectativas de Wall Street para o primeiro trimestre e apresentou uma previsão de vendastronrobusta para o próximo trimestre.
A AMD reportou uma receita trimestral de US$ 10,25 bilhões, acima dos US$ 9,89 bilhões esperados pela LSEG. O lucro ajustado foi de US$ 1,37 por ação, superando a estimativa de US$ 1,29.
No primeiro trimestre, a AMD registrou receita de US$ 10,3 bilhões, margem bruta de 53%, lucro operacional de US$ 1,5 bilhão, lucro líquido de US$ 1,4 bilhão e lucro diluído por ação de US$ 0,84, segundo os princípios contábeis geralmente aceitos (GAAP). Em uma base não-GAAP, a empresa reportou margem bruta de 55%, lucro operacional de US$ 2,5 bilhões, lucro líquido de US$ 2,3 bilhões e lucro diluído por ação de US$ 1,37.
A Dra. Lisa Su, presidente e CEO da AMD, afirmou que a demanda está setronà medida que a inferência e a IA ativa aumentam a necessidade de CPUs e aceleradores de alto desempenho.
Lisa também afirmou que o crescimento do número de servidores deve aumentar à medida que a oferta se expandir, enquanto o interesse dos clientes nas séries MI450 e Helios se fortaleceu além das expectativas iniciais da empresa.
A receita GAAP aumentou 38%, passando de US$ 7,438 bilhões no primeiro trimestre de 2025 para US$ 10,270 bilhões no quarto trimestre de 2025. O lucro bruto atingiu US$ 5,416 bilhões, um aumento de 45% em relação ao ano anterior, mas uma queda de 3% em relação ao trimestre anterior.
A margem bruta da AMD ficou em 53%, comparada a 50% no ano anterior e 54% no quarto trimestre. As despesas operacionais foram de US$ 3,94 bilhões, um aumento de 34% em relação ao ano anterior e de 3% em relação ao trimestre anterior.
O lucro operacional subiu para US$ 1,476 bilhão, um aumento de 83% em relação aos US$ 806 milhões do ano passado, mas inferior aos US$ 1,752 bilhão do trimestre anterior. A margem operacional foi de 14%, contra 11% no ano anterior e 17% no quarto trimestre.
O lucro líquido quase dobrou, atingindo US$ 1,383 bilhão, um aumento de 95% em relação aos US$ 709 milhões do mesmo período do ano anterior, enquanto o lucro por ação diluído subiu para US$ 0,84, ante US$ 0,44. Em comparação com o quarto trimestre, o lucro líquido caiu 8% e o lucro por ação diluído recuou 9%.
A receita não-GAAP da AMD utilizou o mesmo valor de US$ 10,253 bilhões. O lucro bruto foi de US$ 5,685 bilhões, um aumento de 42% em relação ao ano anterior e uma queda de 3% em relação ao trimestre anterior. A margem bruta foi de 55%, um aumento de 1 ponto percentual em relação ao ano passado e uma queda de 2 pontos percentuais em relação ao quarto trimestre.
As despesas operacionais atingiram US$ 3,145 bilhões, um aumento de 42% em relação ao ano passado e de 5% em relação ao trimestre anterior. O lucro operacional foi de US$ 2,540 bilhões, um aumento de 43% em relação ao ano anterior. A margem operacional atingiu 25%. O lucro líquido foi de US$ 2,265 bilhões, um aumento de 45%, enquanto o lucro por ação ajustado subiu 43%, de US$ 0,96, e caiu 10%, de US$ 1,53 no quarto trimestre.
O segmento de Data Center da AMD faturou US$ 5,8 bilhões, um aumento de 57% em relação ao ano passado, impulsionado pela demanda por processadores EPYC e pelo aumento nas vendas de GPUs Instinct. A receita com clientes e jogos atingiu US$ 3,6 bilhões, um aumento de 23%. A receita com clientes foi de US$ 2,9 bilhões, um aumento de 26%, impulsionada pela demanda por processadores Ryzen e pelo ganho de participação de mercado.
A receita da AMD com jogos foi de US$ 720 milhões, um aumento de 11%, com as vendas de GPUs Radeon ajudando a compensar a receita mais fraca com semicondutores personalizados. A receita com sistemas embarcados atingiu US$ 873 milhões, um aumento de 6%, com melhor demanda em diversos mercados.
A Meta Platforms (META) e a AMD planejam implantar até 6 gigawatts de GPUs AMD Instinct. O primeiro gigawatt utilizará uma GPU personalizada baseada no MI450. A Meta também será uma das principais clientes da sexta geração de CPUs EPYC, com codinomes Venice e Verano.
Amazon (AMZN) AWS, Alphabet (GOOGL) Google Cloud, Microsoft (MSFT) Azure e Tencent (TCEHY) anunciaram novas instâncias de nuvem ou expansões de instâncias baseadas na quinta geração de processadores EPYC. Entre elas, estão as VMs H4D do Google Cloud para computação de alto desempenho e as instâncias do Azure para cargas de trabalho de uso geral, otimizadas para memória e otimizadas para computação.
O AMD Instinct MI355X também apresentou resultados excelentes no MLPerf em todo o conjunto de testes, com ótimos resultados em diversas categorias. A empresa lançou os processadores EPYC 8005 para servidores, voltados para telecomunicações e sistemas de borda, com foco em desempenho por watt e por dólar.
Para PCs, a AMD adicionou os processadores Ryzen AI PRO Série 400 para desktops corporativos com recursos Copilot+. Também anunciou o processador Ryzen 9950X3D2 Dual Edition para criadores e desenvolvedores, que utiliza duas camadas da tecnologia 3D V-Cache.
Para chips embarcados e adaptativos, a empresa apresentou os processadores Ryzen AI Embedded P100 Series para IA industrial e de borda, além dos FPGAs Kintex UltraScale+ Gen 2 para usos industriais, de imagem e transmissão.
Para o segundo trimestre de 2026, a AMD prevê uma receita de aproximadamente US$ 11,2 bilhões, com uma margem de erro de US$ 300 milhões, representando um crescimento de cerca de 46% em relação ao ano anterior, um crescimento sequencial de aproximadamente 9% e uma margem bruta não-GAAP próxima de 56%.
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